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Céu que a todos cobre

A casa da serra ficava num bom terreno. De vez em quando tinham problemas com encanamento e eletricidade, mas o lugar era bonito. Era manhã, as galinhas do vizinho faziam alvoroço no quintal por causava da chuva fina que começara a cair. O velho terminou seu desjejum e permaneceu em silêncio enquanto sua filha esvaziava a mesa. Apesar de sua expressão sisuda, estava feliz por ter sido convidado pra passar um dia com a família. Pensava na esposa, que Deus a tenha; sentia saudades, mas estava feliz. O tilintar da louça sendo lavada começou a incomodar. Levantou-se e foi até a varanda. Não assistiria ao jornal dessa vez.
Lá fora estava sua cadeira de balanço, ajeitou-a na posição que lhe pareceu mais conveniente e sentou. A terra estava molhada e escura, e as árvores balançavam num ritmo vagaroso, como se estivessem dançando com o vento – era um pouco engraçado. Achou relaxante ficar olhando os pingos de água que caiam das telhas. Sentiu aquela calma que faz a gente perceber o quanto esta…

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